A Auditoria Digital – ou a falha que “mata” o negócio

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Desafios do CEO

autor

Nuno Morais

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B2B, B2C

O mercado do digital é dos mais acelerados que conheço. A cada dia, uma nova estratégia, um novo algoritmo, uma nova moda, mudam as regras do jogo – e, pior, deitam a perder tudo o que fizemos nos meses e anos anteriores. Esta corrida contra os bits é uma batalha constante e, não raramente, aparentemente perdida, mas é igualmente motivante e desafiadora – se soubermos, claro está, em que direção devemos correr.

 

Passei, nos últimos anos, pelas salas de reuniões de muitas empresas. Em quase todas elas me disseram que o digital era uma realidade. A estratégia digital, no entanto, é que não era tão clara. Do ponto de vista da gestão, é como dizer-me que tem um gabinete financeiro na empresa, mas que não faz ideia de quanto fatura o seu negócio.

 

Saber o que faz mas, sobretudo, conhecer os resultados que tem é bem mais do que uma necessidade: é uma boa prática de gestão, uma base de aprendizagem e de Business Intelligence que lhe permite continuar a planear o futuro com um grau cada vez menor de adivinhação.

 

Tal como acontece com as finanças, a melhor forma de perceber se as suas ações estão a ter impacto real no seu negócio (e que impacto é esse) é auditando-as. Se nunca submeteu o seu negócio a uma auditoria digital, é mais do que aconselhável que comece a pensar em fazê-lo. A seguir, partilho umas dicas sobre que tipo de meios digitais pode auditar e qual a sua importância.

 

Auditoria digital: por onde começar?

 

Comece pelo site

 

Se é no seu site que os potenciais clientes convertem, é por lá que tem de começar a auditoria. Garanta que o site não tem falhas, que todos os links funcionam, e, sobretudo, que o Google entende a estrutura de cada página e do domínio como um conjunto.

 

Preste particular atenção às imagens (garanta que todas carregam corretamente) e a zonas de interação com os visitantes, onde não devem constar comentários de spam.

 

Detenha-se no conteúdo

 

Um site precisa de bons conteúdos tanto quanto de uma boa estrutura. Assegure-se de que tudo o que os utilizadores vêem é atual e está correto: os links ainda estão ativos, a informação está atualizada, etc.

 

Nesta fase importa saber qual o conteúdo do seu site que melhor converte (para que sirva de exemplo a trabalhos futuros) e qual pode estar a ser-lhe prejudicial por algum motivo. Debata com a equipa de Marketing o que fazer com esse conteúdo, já que não é bom mantê-lo mas pode ser interessante a ideia de manter a página para efeitos de ranking. Partilho aqui algumas dicas sobre o que fazer com conteúdo mais antigo.

 

Não esqueça o SEO

 

A análise do SEO é mais técnica, e é provável que, para este passo, precise de ajuda especializada, mas é também a mais importante se o posicionamento na página de resultados dos motores de busca é prioritário para o desenvolvimento do seu negócio.

 

Auditar o SEO tem de passar, obrigatoriamente, por saber quais são as palavras-chave que o posicionam melhor quais as que não estão a ter resultados, mas também passa por rever a estratégia em vigor à luz das últimas atualizações aos algoritmos dos motores de pesquisa. Esta é, de resto, a razão pela qual deve preocupar-se com a auditoria ao SEO com alguma frequência, já que as atualizações nos algoritmos são frequentes e, regra geral, têm grande impacto no ranking.

 

Redes Sociais para último

 

Outra coisa que aprendi nas muitas reuniões que já tive com empresas é que as redes sociais tendem a ser encaradas como uma ferramenta unidirecional, que os gestores usam mas não monitorizam.

 

Se é certo que ter milhares de likes numa página sabe bem, é igualmente certo que negócio nenhum se publicita nas redes sociais apenas pelos likes. O objetivo final está sempre mais além: criar brand awareness, conquistar conversões, lançar um produto, etc. No entanto, poucas vezes vejo monitorização real desse objetivo último.

 

Auditar a estratégia das redes sociais passa por avaliar não só a quantidade, mas também a qualidade do tráfego que elas geram e propor afinações de acordo com o que precisa de ser melhorado. Se submeter o seu negócio a uma auditoria, tenha o cuidado de prestar atenção aos detalhes.

 

Um negócio sem auditoria digital

 

É um negócio que navega à vista na internet. Até pode ter uma equipa inteira dedicada à promoção online, mas nunca saberá se as estratégias implementadas funcionam, se podem ser melhoradas ou até se prejudicam de alguma forma o cumprimento do objetivo determinado.

 

Aconselho, por isso, a investir seriamente numa auditoria digital ao seu negócio. Parta para ela perfeitamente consciente dos seus objetivos e do que quer conseguir com cada uma das plataformas de que dispõe. Saiba o que quer e precisa de medir, e tenha presente a forma como, combinados, os dados podem dar-lhe uma ideia clara sobre o (in)sucesso das suas práticas digitais.

 

Se não tem os recursos necessários para avançar com a auditoria – ou se até prefere que ela seja feita por alguém externo ao seu negócio -, procure o apoio de profissionais e subcontrate o serviço. Acredite que vai ter melhor e maior retorno do que se investir continuamente às cegas numa política que nem sabe bem se resulta ou, resultando, se resulta na mesma proporção em que investe nela.

Aproveito o tema para informar que a Impacting Digital está a oferecer uma avaliação personalizada sobre como está o digital a influenciar os processos internos e metodologias de trabalho nas empresas. Se tem, realmente, interesse em submeter o seu negócio a uma auditoria digital, acredito que esta será uma excelente oportunidade para começar.