Como utilizar os algoritmos de redes sociais a favor da sua marca

categoria

Negócio Digital

autor

João Fins

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B2B, B2C

O que são algoritmos de redes sociais?

Já alguma vez parou para pensar na quantidade de publicações que é feita diariamente no Facebook? Ou no Twitter? Ou no Instagram?

Só para ter uma ideia:

  • São feitas 5 mil milhões de publicações diárias no Facebook.
  • São feitas 500 milhões de publicações diárias no Twitter.
  • São feitas 60 milhões de publicações diárias no Instagram.

É impossível, para um utilizador normal de redes sociais, conseguir visualizar todas as publicações que são feitas num dia no Facebook, por exemplo. E foi por isso, aliado à importância da experiência de utilização, que as redes sociais desenvolveram os seus próprios algoritmos.

Os algoritmos de redes sociais são uma forma de priorizar publicações e atuam de forma a apresentá-las por ordem de relevância e não pela ordem cronológica. Dado estes algoritmos terem por base os interesses dos utilizadores, para cada utilizador existe, então, um algoritmo único.

Como referimos, a experiência de utilização é bastante importante hoje em dia, e foi antecipando esta situação que as redes sociais desenvolveram os seus algoritmos, com o objetivo de proporcionar uma melhor experiência ao utilizador não lhe mostrando conteúdo que, para ele, não tem qualquer interesse.

No fundo, e muito resumidamente, os algoritmos de redes sociais assumem-se como ferramentas que selecionam por nós o que queremos realmente ver.

Redes sociais diferentes, algoritmos diferentes

Tal como cada utilizador tem o seu próprio algoritmo, cada rede social também. Um algoritmo não é algo transversal a todos os públicos, a todas as plataformas. Um algoritmo é criado com base em necessidades e interesses, e, se os utilizador os têm, as plataformas também.

Neste artigo explicamos como funcionam os algoritmos de três conhecidas redes sociais: o Facebook, o Twitter e o Instagram.

Quer saber mais sobre transformação digital?

Facebook

O algoritmo do Facebook foi desenvolvido com base no comportamento dos utilizadores quando navegam nos seus feeds de notícias. São mais de 100 mil variáveis que atuam em conjunto de forma a traçar um perfil para cada um destes utilizadores e assim perceber que conteúdo lhes mostrar, satisfazendo as suas necessidades e interesses.

Alguns exemplos com os quais estamos mais familiarizados, e que servem para “hackear” os interesses dos utilizadores, são as interações com as publicações (um like é uma interação). E cada interação tem o seu grau de relevância, sendo que as interações com as quais o utilizador perde mais tempo, tendencialmente valem mais.

A ordem é esta:

  1. Partilha
  2. Comentário
  3. Like
  4. Clique
  5. Visualização

Isto é, uma partilha vale mais que um comentário, um comentário vale mais que um like e assim sucessivamente.

Para além das interações, o algoritmo do Facebook atua também na fonte da publicação. Por exemplo, prioriza os vídeos que são publicados diretamente na rede social, em vez dos vídeos que são partilhados através de outros sites, o mais comum é o Youtube.

Os algoritmos de redes sociais, do Facebook e não só, estão em constante evolução e é crucial acompanhá-la de forma a não ficarmos ultrapassados e estagnados no tempo. Partilhamos agora 3 marcos importantes na história da evolução do algoritmo do Facebook:

  • Em 2007, o botão “Like” é implementado. Esta foi a primeira mudança significativa do algoritmo, que permitiu à rede social mostrar apenas os conteúdos de maior relevância para cada utilizador;
  • Em 2015, passou a ser possível para o utilizador selecionar quais as páginas e perfis cujas atualizações fossem visualizadas em primeiro lugar;
  • Em 2016, foram lançados os famosos botões de reações de forma a medir o nível de envolvimento do utilizador para com a publicação;
  • Recentemente, foi criada a opção “Preferências” que permite personalizar o feed de notícias.

Instagram

Antes do Instagram ter sido comprado pelo Facebook em 2012, estimava-se que 70% das publicações não eram visualizadas no feed, uma vez que este funcionava por ordem cronológica, isto é, as primeiras publicações a aparecer eram sempre as mais recentes.

A partir de 2012, o Instagram passou a ter os mesmos cuidados que o Facebook tinha com os seus utilizadores, tendo como base a otimização da experiência. E foi a partir daqui que o algoritmo do Instagram passou a ordenar as publicações por nível de envolvimento, tal como já fazia o Facebook.

A consequência? Está à vista! São mais de 700 milhões de utilizadores a nível mundial (dados de Agosto de 2017), o dobro do que se registou em 2014!

Twitter

O Twitter foi criado em 2006 e ao longo do tempo foi aperfeiçoando o seu algoritmo. Mais uma vez, com a preocupação de proporcionar uma melhor experiência aos seus utilizadores. As mudanças mais relevantes do algoritmo do Twitter foram desenvolvidas muito recentemente e atuam no timeline da rede social:

  • Em 2015, surge o “enquanto esteve ausente”, muito útil para sabermos o que se passou enquanto não estivemos online nas páginas ou perfis com os quais temos mais interação;
  • Em 2016, surge o “mostrar os melhores tweets primeiro”, baseado na relevância de conteúdo para cada utilizador e mostrando em primeiro lugar os tweets das páginas ou perfis que mais interagimos.

A importância dos algoritmos para as redes sociais

Os algoritmos de redes sociais servem essencialmente, e como foi referido ao longo dos exemplos, para melhorar a experiência do utilizador. No entanto, e se passarmos a ver os benefícios da utilização de algoritmos da perspetiva das redes sociais, percebemos que há muito mais para além da otimização da experiência. Ao utilizar algoritmos, as redes sociais conseguem:

  • Fidelizar utilizadores, porque a experiência de utilização é melhorada;
  • Aumentar o número de marcas anunciantes, porque existem utilizadores para verem e comprarem os seus produtos ou serviços e a informação é mostrada de forma segmentada;
  • Aumentar o número de utilizadores ativos, porque, com toda esta evolução, as redes sociais conseguem centralizar os canais de distribuição do conteúdo (exemplo: não precisamos do Youtube para partilhar um vídeo, o Facebook permite fazer upload direto

Como utilizar os algoritmos de redes sociais a favor da sua marca

Os algoritmos implementados pelas redes sociais vieram promover a segmentação do conteúdo que é consumido pelos utilizadores. E esta segmentação de conteúdo resultou, obviamente, numa (cada vez maior) necessidade de segmentar os utilizadores e os seus interesses.

Leia o nosso artigo sobre como conquistar clientes através da segmentação

Do ponto de vista das marcas, os utilizadores de redes sociais são considerados como potenciais clientes. O desafio aqui passa então por conseguir alcançar esses potenciais clientes e convertê-los em clientes.

Os algoritmos de redes sociais podem ser utilizados a favor das marcas na medida em que é possível aumentar o alcance orgânico das publicações sem gastar um único euro em anúncios. Como?

  • Criar conteúdo de interesse – Se o seu conteúdo for de encontro aos interesses do seu público-alvo, mais este se envolverá e mais alto será o nível de engagement;
  • Escolher bem os canais – De que adianta estar em todas as redes sociais se não as consegue trabalhar como deve ser? Mais vale ter bons resultados em apenas uma rede social do que não ter quaisquer resultados e estar em todas;
  • Estar atualizado – Como já referimos, os algoritmos de redes sociais estão em constante mudança e são atualizados de dia para dia, por isso, o melhor conselho que podemos deixar é que se mantenha atualizado.

Encare os algoritmos como uma oportunidade de crescer e aumentar o engagement com os seus followers.

Saiba aqui como aumentar a sua audiência

“Os algoritmos são, em suma, um incentivo às boas práticas de segmentação do público-alvo e criação de campanhas e conteúdos relevantes, essenciais para garantir bons resultados com a utilização de uma estratégia de Marketing Digital.”