Grandes empresas que faliram por falta de inovação

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Desafios do CEO

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Márcio Nogueira

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B2C

Será que nos dias que correm entendemos, de facto, o impacto que a falta de inovação tem nos negócios?

Numa era em que a mudança é uma constante e em que o comportamento do consumidor muda conforme os avanços tecnológicos, as empresas devem estar bem alertas às tendências no sentido de detetar novas oportunidades, caso não queiram correr o risco de falir.

A seguir, e para que perceba a proporção que a falta de inovação pode tomar numa empresa, vou partilhar três casos de grandes empresas que faliram por não terem inovado e como poderia a aposta no digital ter evitado o triste fim.

 

A inovação tecnológica

Quer queiramos ou não, a tecnologia já faz parte do nosso dia-a-dia. E se a tecnologia já faz parte da nossa vida enquanto consumidores, não deveria também fazer parte enquanto profissionais e líderes de negócio?

É precisamente na tecnologia, aliada à estratégia, que assenta a inovação. Para a maioria dos negócios inovar na área digital é o grande segredo para conseguirem melhores resultados.

Contudo, há que perceber que cada negócio é um caso e que não existe um manual fechado de inovação. Mesmo assim, partilho consigo um ponto de partida.

 

7 pontos essenciais para começar a inovar:

  1. Defina o que “inovação” significa para a sua empresa;
  2. Pense que o cliente vem sempre em primeiro lugar;
  3. Seja disruptivo;
  4. Invista em pesquisa e desenvolvimento;
  5. Defina prioridades;
  6. Aposte em pontos fortes da sua empresa;
  7. Aceite correr riscos.

 

3 grandes empresas que faliram por falta de inovação

Toys’R’Us

Miúdos e graúdos já criaram e imaginaram cenários animados nos corredores desta que foi uma das maiores (se não a maior) lojas de brinquedos do mundo.

Inicialmente foi pensada para ser uma loja de mobília para crianças, mas rapidamente o seu fundador percebeu que vender brinquedos seria mais lucrativo. Afinal, o ciclo de vida de um brinquedo é muitíssimo mais reduzido do que o ciclo de vida de uma secretária.

Devido à mudança nos hábitos de consumo por parte dos consumidores a loja americana viu-se obrigada a fechar portas.

A causa? O aumento elevado das compras online.

Até então, a estratégia da Toys’R’Us tinha sido extremamente bem pensada. Infelizmente com o desenvolvimento do comércio eletrónico a loja não soube acompanhar as novas necessidades dos consumidores e assim acabou, literalmente, com a brincadeira dos mais pequenos.  

 

Kodak

A gigante e pioneira mundial na área da fotografia foi dos casos em que uma das suas próprias invenções levou ao seu ponto de ruptura.

Sabia que, por mais irónico que seja, foi a própria Kodak que criou o primeiro protótipo de uma máquina fotográfica digital? A falta de inovação, teimosia e desacreditação na própria tecnologia, levou esta empresa à falência.

Com o aparecimento da fotografia digital, a empresa que ficou conhecida pelo rolo fotográfico e pelo tão célebre “Momento Kodak” não se soube posicionar para fazer frente à sua própria invenção.

 

Blockbuster

VHS? DVD? Quem não se lembra da dúvida que pairava sempre que era necessário escolher qual o filme a ser visto numa sexta à noite em família ou entre amigos?

A Blockbuster foi um caso de sucesso aquando o seu aparecimento e fez parte das rotinas de fim de semana de gerações. Ir até à loja, perder umas quantas horas a tentar decidir qual o filme a ser visto, pagar e sair. Três ou quatro dias mais tarde, voltar para devolver. O modelo de negócio da Blockbuster era tão simples quanto isto.

Contudo, o que antes era considerado simples seria hoje bastante complexo. Ter de sair de casa para ir buscar um filme? Nem pensar! Simples é ter filmes e séries disponíveis numa única plataforma online. Sim, falamos da Netflix.

Na realidade, o negócio da Blockbuster e da Netflix é o mesmo. O modelo de negócio é que é diferente. Aquela que foi em tempos a maior loja de aluguer de filmes não soube acompanhar a evolução tecnológica, chegando mesmo a pôr de lado a hipótese de comprar a netflix por uma quantia mínima comparada ao valor que a mesma atingiu ao fim destes anos todos.

Podemos mesmo dizer que a Netflix, um negócio 100% digital, veio revolucionar toda a indústria cinematográfica!

 

O papel do CEO na inovação do negócio

Ao longo deste artigo, toquei em pontos sensíveis do que é a estrutura de uma empresa e do ciclo de vida de um negócio. Afinal, as três histórias que partilhei aqui tiveram todas um triste fim. Quer no caso da Toys’R’Us, da Blockbuster ou da Kodak, todas tiveram uma oportunidade para seguirem o caminho certo, contudo a falta de inovação condenou-as. Isto para concluir que o que hoje é inovador, daqui a um ou dois anos pode não o ser. Infelizmente, muitas empresas desvalorizam os avanços tecnológicos e desperdiçam oportunidades de inovação que, por outro lado, são agarradas pela concorrência.

Em jeito de conclusão, fica a questão: por onde começar a inovar? Como evitar que a falta de inovação condene o seu negócio?

Esta é uma mudança de comportamento. É uma mudança que deve vir de cima, dos líderes de negócio, de quem tem o poder de decisão e dos visionários que têm a capacidade de prever tendências e de as adaptar ao seu negócio.

A inovação nas empresas é um processo cíclico e que deve estar sob responsabilidade de todos, começando pelo CEO.