Transformação digital no negócio: dois terços dos administradores portugueses acompanham esta evolução

categoria

Negócio Digital

autor

Márcio Nogueira

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B2B, B2C

A transformação digital no negócio (de produtos, serviços, processos ou relações) é, progressivamente, uma realidade sem escapatória.

E quem são os grandes responsáveis por alavancar este processo? Os decisores nas empresas, claro.

Estes reconhecem o digital como uma mais-valia, no entanto, existe um espaço de evolução para que as empresas possam usufruir do seu verdadeiro potencial.

O estudo “Transformação Digital no Negócio”, desenvolvido pela equipa da Impacting Digital, revela que a decisão de planear ações neste âmbito está efetivamente do lado dos líderes de negócio e que o digital os pode ajudar nos processos internos, comerciais ou de logística, fazendo com que estejam cada vez mais aptos para encarar esta realidade de forma otimista.

 

O que o torna um líder digital?

 

A transformação digital no negócio está na agenda de cada vez mais organizações e ocupa o topo das prioridades estratégicas dos seus líderes.

Neste sentido, existem algumas competências basilares neste caminho digital:

  • A participação ativa no desenvolvimento do plano de negócio alinhado com o poder da tecnologia potenciar a integrar-se nessa estratégia;
  • A partilha da estratégia digital a todos os intervenientes, potenciando o uso de diferentes canais de comunicação;
  • O acompanhamento dos resultados alcançados e procura da sua melhoria capitalizando da melhor maneira os resultados desta aposta.

Esta realidade tem permitido mudanças profundas na maior parte dos setores em Portugal. Cada negócio é um negócio, no entanto, existem casos de sucesso que devem ser olhados como um benchmark, nomeadamente àqueles em que o digital tem grande um potencial.

 

Setor da Educação, o “early adopter”

 

A digitalização deste setor é um dado adquirido há algum tempo, muito devido à panóplia de ferramentas tecnológicas que estão disponíveis e às quais é impossível os seus líderes não olharem numa perspetiva digital.

O setor educacional tem vindo a sofrer uma modernização contínua derivada do processo de globalização atual, que facilita a comunicação e acesso à informação em qualquer lugar, a qualquer hora.

Tendo como base o estudo sobre a transformação digital no negócio, os executivos portugueses do setor da educação destacam a utilização de cloud services e a importância da navegação mobile como ferramentas basilares nas estratégias digitais implementadas.

 

O que dizem os executivos do setor do retalho e distribuição?

 

Nos dias de hoje, os líderes de negócios destes dois setores resistem a uma profunda e constante mudança no seu modo de atuação. Por um lado vêem o digital como solução principalmente porque é mais um canal de venda, por outro, as dificuldades encontradas na canalização de esforços para esta nova era tem sido a principal barreira.

Refiro-me a visão estratégica.

Nomeadamente no setor da distribuição, os seus líderes mostram algum ceticismo na visão estratégica do seu negócio, mediante o seu modelo de negócio (B2B) voltam o processo da venda como algo mais transacional, enquanto que no setor do retalho e espaços físicos de venda ao público, os seus líderes promovem o lado mais relacional com o cliente, e este é o fator onde reside a verdadeira diferença.

Esta experiência tem de ser assumida, e contemplando que as lojas físicas e online não são negócios opostos ou concorrentes, mas sim compreender que se tratam de serviços complementares e que, paralelamente, vão desenhando novos modelos de compra, como por exemplo, comprar online e recolher na loja física, ou escolher online e comprar na loja física.

Estas empresas continuam a utilizar uma postura de multichannel, em que a loja física e a loja online atuam como concorrentes e têm formas próprias de comunicar. A necessidade de fazer a transição para omnichannel é, neste sentido, uma prioridade uma vez que irá transformar a concorrência numa sinergia, criando assim uma experiência para o cliente mais uniformizada e apelativa.

Curiosamente, estes dois setores de atividade apresentam níveis opostos no que toca ao uso de redes sociais para fins comerciais. O setor do retalho é o melhor pontuado (4.67 pts) e o da distribuição é aquele com mais baixa pontuação (1.33 pts). Será apenas coincidência?

 

Saúde e Farmácia: o melhor índice de visão digital

 

A complementaridade destes dois setores mostra uma nova forma de olhar para o seu modelo de negócio e novos mindsets decorrentes do desenvolvimento tecnológico por parte dos seus administradores.

Mudança de comportamento é o lema.

Esta mudança decorre devido aos consumidores terem alterado significativamente o seu comportamento perante a saúde nos últimos anos pelo que têm provocado a mudança do setor por inteiro.

Voltando ao estudo “Transformação Digital no Negócio”, os líderes dos setores  da saúde e farmácia adiantam-se face aos de outros no que respeita ao acompanhamento e melhoria contínua das estratégias digitais implementadas, o que manifesta uma profunda preocupação no desenvolvimento de estratégias digitais.

Aliado a isso, estes setores caracterizam-se pelo elevado grau de importância dado a ferramentas mobile, mais concretamente a existência de APP’s. O que naturalmente direciona a revolução dos dispositivos móveis como uma peça chave para a contribuição na prevenção de problemas de saúde. A partilha de informação de forma segura serve de complemento aos modelos tradicionais da saúde e torna um assunto mais apelativo e à distância de um clique.

Citando o estudo, “estes setores são os melhores classificados relativamente à melhoria contínua da estratégia de transformação digital, com uma pontuação de 4,66 pontos” sendo que a importância dada à utilização de “Health Apps” vale a distinção de setor com melhor média.

 

O papel dos líderes na transformação digital no negócio

 

A evolução tecnológica lançou o mote para as empresas se tornarem mais digitais. O uso de determinadas ferramentas tornou possível a inovação, o crescimento, a competitividade e a melhoria integrada nos negócios.

Mas não só.

Paralelamente, estão as competências de quem tem um poder de decisão elevado e que atua de forma a que o negócio evolua para um patamar ativo de desenvolvimento digital.

Na perspetiva dos executivos portugueses, é importante olhar para estes recursos como uma oportunidade de usar a tecnologia como ponto de partida para inovar em todas variantes dos seus negócios.

E na sua empresa? Qual é o seu papel na transformação digital no seu negócio?